09/03/2010 15:37 por Mariana na categoria Trânsito.
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Curitiba - Impedir que 4 milhões de pessoas venham a morrer em acidentes de trânsito nos próximos dez anos. Este é o objetivo da ONU ao declarar o período de 2011 a 2020 como a primeira “Década de Ação pela Segurança no Trânsito”. A intenção é alertar os governos nacionais para o problema e levá-los a se comprometer com uma meta de redução global das mortes no trânsito. O número é ousado, mas uma receita com cinco itens básicos pode garantir o sucesso da empreitada. A diminuição de 50% até 2020 implica uma taxa de redução de 6,7% a cada ano. No final da década, seriam 3,95 milhões de vidas poupadas da violência no trânsito. Segundo a Organização Mun¬dial da Saúde (OMS), 1,3 milhão de pessoas morrem no trânsito a cada ano. Acidentes são a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. O objetivo é viável, garantem especialistas da área. Países como o Japão e a Espanha conseguiram reduzir drasticamente o número de mortes no trânsito ao adotarem um modelo que envolve a articulação de diversos setores da sociedade. Esse modelo, defendido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser sintetizado em cinco pontos: a criação de uma agência governamental para tratar especificamente da violência no trânsito; adoção de padrões rigorosos de segurança dos veículos; investimento em infraestrutura; mudança de comportamento da população; e um melhor atendimento após o acidente. Essas propostas estão sendo discutidas no seminário Viver Seguro no Trânsito, que começou ontem em Curitiba. O Brasil começa essa luta na lanterna. Segundo a OMS, 91% das mortes no trânsito acontecem em países de baixa e média renda. Nesses países, vivem 85% da população mundial, mas estão apenas 48% dos veículos. Dos dez países com as mais altas taxas de mortalidade no trânsito, nove estão nesse grupo. Entre eles China, Índia, Rússia e Brasil. Aqui, 19 pessoas morrem no trânsito por ano para cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. Acidentes de trânsito são a segunda maior causa de morte não natural, atrás de homicídios. Em 2008, foram 36,7 mil óbitos no país.
Fonte: Gazeta do Povo – Caderno Vida e Cidadania
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